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Baixa autoestima e dificuldade de se posicionar: por que dizer “não” pode ser tão difícil?

Dizer “não” parece simples até o momento em que precisamos dizer isso para alguém importante.

Para algumas pessoas, estabelecer limites vem acompanhado de uma série de preocupações: “E se essa pessoa ficar magoada?”, “E se pensarem que sou egoísta?”, “E se eu decepcionar alguém?”, “E se isso gerar um conflito?”

Quando esse medo aparece com frequência, é comum começar a colocar as necessidades dos outros sempre à frente das próprias.

Você aceita compromissos mesmo estando cansado. Concorda com situações que gostaria de recusar. Evita falar quando algo incomoda. E, muitas vezes, continua disponível mesmo quando percebe que já ultrapassou os próprios limites.

Com o tempo, isso pode gerar frustração, sobrecarga emocional e até ressentimento.

A dificuldade para se posicionar também pode estar relacionada à autoestima.

Autoestima não significa apenas gostar da própria aparência ou sentir confiança em todas as situações.

Ela também envolve reconhecer suas necessidades, perceber seu próprio valor e entender que você pode ocupar espaço dentro das relações sem precisar justificar constantemente aquilo que sente.

Quando existe uma cobrança excessiva consigo mesmo, comparação constante ou dificuldade para reconhecer as próprias conquistas, a opinião das outras pessoas pode ganhar um peso muito grande.

Nesse contexto, agradar pode se tornar uma forma de buscar segurança.

O problema é que, quanto mais uma pessoa depende da validação externa para se sentir segura, mais difícil pode ser tomar decisões que desagradem alguém.

Por isso, trabalhar autoestima também envolve aprender a construir uma relação diferente consigo mesmo.

Na Terapia Sistêmica, buscamos compreender como essa dificuldade foi sendo construída ao longo da história da pessoa.

Talvez você tenha crescido em um ambiente onde conflitos eram evitados.

Talvez tenha aprendido que precisava cuidar das necessidades das outras pessoas para manter a harmonia familiar.

Pode ser que suas opiniões tenham sido frequentemente questionadas ou que você tenha aprendido a associar amor e aceitação à capacidade de atender às expectativas dos outros.

Essas experiências podem influenciar a maneira como você se posiciona hoje.

O importante é compreender que um padrão aprendido também pode ser revisto.

Durante a psicoterapia, podemos observar situações concretas do cotidiano.

Em quais momentos você sente mais dificuldade para dizer não?

Com quem isso costuma acontecer?

O que você imagina que aconteceria se estabelecesse um limite?

Como você se sente depois de aceitar algo que gostaria de ter recusado?

Essas perguntas ajudam a entender não apenas o comportamento, mas também os medos e expectativas que existem por trás dele.

A partir dessa compreensão, começamos a construir novas possibilidades.

Isso pode envolver aprender formas mais assertivas de comunicação, observar pensamentos de culpa, reconhecer necessidades pessoais e experimentar maneiras diferentes de se posicionar.

O processo não acontece de uma hora para outra.

Estabelecer limites pode provocar desconforto no início, principalmente para quem passou muito tempo tentando evitar qualquer possibilidade de conflito.

Mas estabelecer um limite não significa deixar de se importar com outras pessoas.

Também não significa ser frio ou egoísta.

Em muitos casos, limites tornam as relações mais claras.

Quando conseguimos comunicar o que sentimos, o que podemos oferecer e aquilo que não é possível naquele momento, criamos relações em que existe mais espaço para autenticidade.

Fortalecer a autoestima também envolve reconhecer que sua necessidade não precisa ser menos importante apenas porque outra pessoa pensa diferente.

Você pode considerar o sentimento do outro sem abandonar aquilo que sente.

Pode amar alguém e ainda discordar.

Pode ajudar e, ao mesmo tempo, perceber quando está sobrecarregado.

Pode construir relações importantes sem perder sua individualidade dentro delas.

A psicoterapia pode ajudar nesse processo ao oferecer um espaço para compreender sua história, identificar padrões e experimentar novas formas de se relacionar consigo mesmo e com os outros.

O objetivo não é transformar você em alguém que nunca tem dúvidas ou inseguranças.

É desenvolver recursos para que suas escolhas sejam cada vez menos orientadas pelo medo de desagradar e cada vez mais conectadas com aquilo que faz sentido para você.

Sobre Nagila Rayanne

Psicóloga Clínica

CRP 0457536

Meu objetivo é criar um espaço em que você possa compreender melhor sua história e, ao mesmo tempo, construir possibilidades concretas de mudança.

Que tal começar a compreender sua história de uma nova maneira?

Você não precisa ter todas as respostas antes de começar a terapia.

O processo pode ajudar você a compreender o que está por trás das dificuldades que se repetem, reconhecer seus próprios recursos e desenvolver novas maneiras de lidar com relacionamentos, emoções e escolhas.

A psicoterapia online com abordagem sistêmica oferece um espaço acolhedor e participativo para compreender sua história, cuidar do que você sente e construir novos caminhos para sua jornada emocional.

Naglia Rayane · CRP 0457536